Sunday, April 16, 2006


JOÃO PAULO II – UM LÍDER CARISMÁTICO
Durante o seu pontificado fez imperar todo o seu carisma, integridade e devoção em busca de um mundo melhor. Nunca nenhum outro Papa conseguiu ter um relacionamento tão próximo dos jovens, contactar com tantas Nações, etnias e religiões durante o seu papado. Talvez por estas razões, fosse respeitado por líderes de diferentes ideologias políticas e confissões religiosas. Conseguiu, ainda, abrir um canal diplomático com os Estados Unidos da América, algo que não acontecia há muitos anos. As relações diplomáticas com Israel e os países árabes são outro marco positivo.
Em Outubro de 1986, João Paulo II organizou a Primeira Jornada Mundial de Oração pela Paz Mundial, em Assis. Pela primeira vez na história do papado, representantes das religiões cristãs e não cristãs juntaram-se numa só voz.
Outro facto histórico, foi o reatar de relações com a Igreja Anglicana. Há quatro séculos, desde o reinado de Henrique VIII, que católicos e anglicanos estavam de costas voltadas. A faceta política de João Paulo II ficou demonstrada ao longo dos anos, com o encontro e o envolvimento nos mais importantes acontecimentos do século XX.
Foi fundamental na queda do comunismo na Europa do Leste, ou não fosse polaco e natural de um dos principais bastiões do comunismo. É celebre a sua frase, aquando da sua visita à sua terra natal - “Não tenhais medo”.
Um conflito onde interveio, mas que não viu um final feliz, foi o do Médio Oriente. Conviveu com diversos presidentes, primeiros-ministros e ministros de Israel, sempre com uma mensagem de paz no seu horizonte.
A Doutrina Social (DSI), conjunto de ensinamentos contidos em diversas encíclicas e pronunciamentos papais, para orientar a actuação dos católicos na sociedade moderna, originou-se na Rerum Novarum de Leão XIII, de 1891 e foi, ao longo do século 20, passando por um processo de actualização e comentário, do qual participaram todos os seus sucessores, com excepção de João Paulo I, devido ao seu curtíssimo pontificado. Ao longo de seus 26 anos de papado, Karol Josef Wojtyla manteve e aprimorou a preocupação da Igreja com as relações económicas e sociais, apontando, em três encíclicas, os caminhos que os cristãos devem seguir para harmonizar suas actividades cada vez mais complexas no mundo da economia com os princípios morais eternos contidos nos Santos Evangelhos e nas cartas e actos escritos pelos primeiros apóstolos. A DSI não pertence ao âmbito das ideologias, mas ao da teologia, especialmente ao da teologia moral.
Assim, as três encíclicas ''sociais'' do recém-falecido Pontífice - a Laborem Exercens (LE), de 1981, a Sollicitudo Rei Socialis (SRS), de 1988 e a Centesimus Annus (CA), de 1991 - são exemplos do carácter de teologia e antropologia moral dos DSI.

Na LE, o papa ressalta a importância da co-propriedade dos meios de produção, com ênfase na empresa privada e na economia de mercado; realça também a dignidade da pessoa humana como marco para o estabelecimento de salários justos, mas sem qualquer alusão opinativa sobre critérios de política económica para atingir tal objectivo; por fim, ao afirmar que a temperatio (ordenação social) deve subordinar-se à iniciativa das pessoas (grifo nosso), rejeita claramente um sistema de planificação central de viés socialista.
Escrita em 1988, a SRS parece inovar ao agregar o conceito de direito à livre iniciativa económica, mas, na verdade, João Paulo II apenas retomava uma tradição de Leão XIII, que defendeu os direitos de propriedade; de Pio XI, que insistiu no Princípio da Subsidiariedade; de Pio XII, que observou que a economia é o fruto da livre iniciativa dos indivíduos.
Na mais importante, a Centesimus Annus, de 1991, o papa elabora uma nova interpretação da iniciativa, da capacidade empresarial, do lucro e do sistema capitalista, fundamentando-a nos princípios, sempre caros ao Cristianismo, do destino universal dos bens e da propriedade privada individual. Ao analisar esta última, o papa salienta a importância de uma forma de propriedade que transcende a definição tradicional de capital, que é a propriedade do conhecimento, da técnica e do saber, que vem a ser a incorporação da Teoria Económica do Capital Humano. A raiz ética e cultural da economia empresarial moderna é a liberdade integral da pessoa humana, no centro da qual está sua dimensão religiosa, assentada em um sólido contexto político-jurídico, que seja capaz de prevenir danos e degenerações e de reduzir ao mínimo os efeitos indesejados.

Encerramos esta pequena homenagem ao grande Papa com uma frase lapidar nas suas intervenções:
''A actividade económica, em particular a da economia de mercado, não pode realizar-se num vazio institucional, jurídico e político. Pelo contrário, supõe segurança no referente às garantias da liberdade individual e da propriedade, além de uma moeda estável e serviços públicos eficientes. A principal tarefa do Estado é a de garantir esta segurança, de modo que quem trabalha e produz possa gozar dos frutos do trabalho sinta-se estimulado a cumpri-lo com eficiência e honestidade. A falta de segurança, acompanhada pela corrupção dos poderes públicos, é um dos obstáculos principais ao desenvolvimento e à ordem económica''. @Maria Ramos

Sinistralidade na estrada



Vi hoje com espanto a triste notícia sobra a morte de Francisco Adam( Dino em Morangos com Açucar). Que dizer deste trágico acidente, pouco ou nada. Peguei neste exemplo precisamente, porque era uma pessoa por todos nós conhecida e que acaba por ser mais uma vítima da nossa tão apregoada sinistralidade nas estradas.
Numa época em que se diz festiva vemos acidentes terríveis a aconteçer e pouco a ser feito, note-se que as brigadas só realizam as "tais" operações por esta altura! São divulgadas as inúmeras operações por parte da BT bem como os números inerentes a estas mas muitas vezes somos levados a pensar que o que foi feito é muito pouco comparado com aquilo que deveria ser feito.
Sou completamente contra aqueles carros todos artilhados da BT que andam denominadamente à caça à multa, realmente deve dar um absoluto prazer dos senhores agentes que os conduzem, mas pergunto que raio de sensibilização é esta????!!!! então não seria melhor pegar nesses incautos e prevaricadores da lei e levá-los a uma unidade de tratamento como Alcoitão mostrar-lhes a realidade para além da adrenalina que é provocada pela velocidade!!! Pois é, acorre-me dizer que é muito mais fácil passar uma "multinha" de 500€ e desejar boa viagem ao senhor condutor, mas também é verdade que o o nosso querido Estado Português cada vez arrecada mais dinheiro com este tipo de multas, e para quê? para comprar mais máquinas de preseguição, mais radares; e sensibilização?? e demonstrações dos danos que o excesso de alcool e velocidade podem provocar??? Isso vê-se de tempos em tempos. Enfim pobres daqueles que vão morrendo, das familias que ficam destroçadas, dos traumas que para sempre prevaleceram nas suas vidas........

Wednesday, April 12, 2006

Supremo Tribunal


Vi hoje com espanto, a tomada de decisão pelo Supremo Tribunal de Justiça, à cerca da agressão por parte de um suposta educadora a uma criança deficiente.
Ocorreu-me de imediato, o seguinte pensamento:" Qual a autoridade para a interpretação de um conjunto de juízes sobre o facto de uma criança deficiente atirar uma faca, e ser correspondida com um par de estalos por uma pessoa que pouca ou nenhuma formação terá para ocupar o dito lugar. Pergunto se este conjunto de senhores terão pensado em algum momento se a criança que atira a faca tem consciência do que faz; afinal é alguém que padeçe de uma doença incapacitante em determinados níveis e que não pode ser analizada como uma mera interpretaçaõ do que diz a Lei".
Meus senhores longe vão os tempos em que na escola primária se usava as tão apregoadas réguas com que se impunham castigos severos que deixavam as crianças aterrorizadas e por vezes traumatizadas, não quero com isto dizer que um pai p.e não deva chamar a atenção para um comportamento menos próprio do seu filho, quero antes dizer que a violência não deve ser encarada como meio de educação.
Penso também que a justiça mais uma vez desilude, se tivermos em atenção que esta foi criada para defender os mais pobres, os mais fracos bem como os mais vulneráveis e vejamos neste caso específico tal não aconteçe. ou mais uma vez levado a pensar que ainda há muito para fazer num pais que se diz da União Europeia, e que defende acerrimamente os direitos humanos e da criança. Protejam as vossas crianças e construam assim um futuro melhor e menos traumatizante!!

Férias


Olá a todos, sejam bem vindos!!!
Começei por postar uma foto das grandes, fantásticas férias por terras algarvias, diga-se férias altamente improváveis na altura por que foi tudo combinado há última da hora, mesmo assim não deixaram de ser óptimas!
Agradeçe-se ao génio "Cavadas the Man" a excelente ideia que teve em alugar a bela da casa em albufeira, porque arranjar uma casinha para aqueles lados com uma pool não é para amadores.
Espero que este ano se possa repetir a dose mas que seja dupla, e será concerteza!
Desejo a todos umas óptimas férias da Páscoa e sejam felizes..!!